Ana Petkovic leva pop global e funk carioca ao show da virada no Rio de Janeiro

Cantora apresenta performance inédita em três atos no Réveillon do Palco Sesc RJ, unindo pop internacional, funk carioca e dança urbana

O Piscinão de Ramos, um dos espaços mais simbólicos da cultura popular do Rio de Janeiro, será palco de um dos espetáculos mais ambiciosos da virada de ano na cidade. No dia 31 de dezembro, a cantora, compositora e musicista Ana Petkovic comanda um show inédito dividido em três atos, concebido como uma narrativa cinematográfica que funde pop internacional, funk carioca e dança urbana, em apresentação gratuita no Palco Sesc RJ, dentro da programação oficial do Réveillon do Piscinão de Ramos.

O espetáculo marca um momento decisivo na trajetória da artista, que vem se consolidando como um dos nomes mais completos e estratégicos da nova cena pop brasileira. Com forte apelo visual, repertório autoral e performance coreografada ao lado do coletivo Dance Maré, Ana assume o protagonismo de uma noite pensada para celebrar a diversidade, a potência cultural da periferia e a chegada de 2026 com energia, identidade e projeção global.

Uma artista de origem global e alma carioca

Nascida em Madri, criada no Rio de Janeiro e filha do ex-jogador Dejan Petkovic, ídolo histórico do futebol brasileiro, Ana Petkovic construiu sua trajetória longe do improviso. Multi-instrumentista — domina piano e guitarra —, cantora em quatro idiomas e compositora autoral, ela desenvolveu uma identidade artística própria, que dialoga com o mercado internacional sem perder a raiz brasileira.

Radicada no Rio, Ana escolheu a cidade como centro criativo e simbólico do seu trabalho. Sua música reflete essa fusão: beats globais, estética pop contemporânea e a pulsação do funk, gênero que nasceu nas periferias cariocas e hoje ecoa mundialmente.

Para o Réveillon, essa identidade se materializa em um espetáculo que extrapola o formato tradicional de show e se aproxima de uma experiência sensorial, pensada como um filme dividido em capítulos.

O conceito do espetáculo: três atos, uma narrativa

O Show da Virada de Ana Petkovic foi estruturado em três atos, cada um com identidade sonora, visual e emocional própria. A proposta é conduzir o público por uma jornada artística que evolui em intensidade, culminando na celebração coletiva da chegada do novo ano.

Ato I – Lâmia: o despertar magnético

O primeiro ato, batizado de “Lâmia”, simboliza o despertar da energia feminina, da sedução e da força magnética. Aqui, Ana explora a estética do pop internacional, com foco na presença de palco, no controle vocal e na construção imagética.

A proposta é criar um clima de encantamento inicial, conectando o público à artista por meio de sensualidade, mistério e elegância performática.

Ato II – A fusão: pop global encontra o funk

No segundo momento, o espetáculo atinge seu ponto de colisão criativa. “A Fusão” representa o encontro definitivo entre o pop global e a alma urbana carioca. Beats mais densos, coreografias explosivas e a presença marcante do Dance Maré transformam o palco em uma extensão das ruas do Rio.

É neste ato que Ana reafirma sua identidade híbrida, mostrando que técnica, estética internacional e funk não apenas coexistem, mas se fortalecem mutuamente. O público é convidado a dançar, vibrar e reconhecer sua própria cultura refletida no palco.

Ato III – Alma brasileira: a catarse da virada

O terceiro e último ato, “Alma Brasileira”, é a catarse coletiva. Pensado para conduzir o público à virada do ano, o momento celebra a brasilidade, o verão e a alegria como potência cultural.

É também neste ato que acontece o lançamento oficial do novo single, uma faixa alto astral, feita sob medida para o verão e para o Carnaval, reforçando a estratégia de Ana Petkovic de alinhar lançamentos musicais a grandes momentos de visibilidade popular.

Dance Maré: corpo, território e representatividade

Acompanhando Ana Petkovic no palco está o Dance Maré, coletivo de dança urbana reconhecido por sua atuação artística e social no Rio de Janeiro. A parceria amplia o impacto do espetáculo, trazendo coreografias que traduzem potência, resistência e pertencimento.

Mais do que um elemento visual, o Dance Maré representa a conexão direta do show com o território, reforçando o Piscinão de Ramos como espaço de expressão cultural legítima e contemporânea.

Repertório forte e parcerias que validam a trajetória

A consolidação de Ana Petkovic no cenário pop-funk passa também por colaborações estratégicas. Ao longo de sua carreira, a artista construiu parcerias com nomes relevantes da cena, como MC GW, na faixa “Calma aí”, e MC K9, em “Quem é o Brabão”.

Para o show da virada, o repertório inclui também o recente single “Não Vai Ter no Carnaval”, produzido por Hitzin (Hitmaker), um dos produtores mais influentes do pop brasileiro atual. A faixa reforça a conexão de Ana com o mercado e antecipa a estética sonora que deve dominar sua agenda de verão.

 

Piscinão de Ramos: símbolo de cultura popular

Receber um espetáculo desse porte no Piscinão de Ramos reafirma o espaço como um dos grandes palcos da cultura popular brasileira. Historicamente ligado ao lazer, à música e à ocupação cultural da Zona Norte do Rio, o local se transforma, mais uma vez, em ponto de convergência entre diferentes gêneros, públicos e expressões artísticas.

O Palco Sesc RJ integra uma programação diversa, que atravessa gerações e estilos musicais, consolidando o Réveillon do Piscinão como um dos eventos mais relevantes da cidade.

Serviço – Réveillon Piscinão de Ramos (Palco Sesc RJ)

Local: Praça Roquete Pinto, 2 – Piscinão de Ramos – Rio de Janeiro

Data: 31 de dezembro

Programação:
20h30 – Sylvinho Blau Blau
21h30 – Ana Petkovic
22h30 – MC Cacau
00h20 – Balacobaco
02h00 – Unidos de Vila Isabel

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